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MARTINHO LUTERO.

19/01/2014

Essas teses foram afixadas na porta da Igreja do Castelo de Wittenberg a 1o de outubro de 1517. Era esse o modo usual de se anunciar uma “disputa”, prática regular da vida universitária. Ao fazer isso, não havia nada de excepcional na atitude de Lutero(1483-1546), pois apenas agia conforme costumes medievais ainda presentes nas universidades européias. Não se tratava de uma ação que deveria ter uma conotação individual, visto que as disputas eram debates que envolviam professores e estudantes, daí o fato de Lutero pedir para aqueles que não pudessem se fazer presentes às disputas que, ao menos, enviassem suas opiniões por escrito para serem lidas. Portanto, as “teses” deveriam ser vistas como “pontos a serem debatidos” em uma plenária. Nesse sentido, trata-se de um ato público envolvendo doutos e/ou seus estudantes, como demonstra o fato de as teses terem sido escritas originalmente em latim e não em alemão (língua familiar de Lutero). Observe-se também que o tom irônico e uma certa preocupação com métrica e rima fazem parte do ritual de “belo discurso”(arte da retórica), matéria obrigatória nas universidades da época. Portanto, ao lançar suas “95 Teses”, Lutero tornava públicas e não populares as suas idéias, com a finalidade de expor questões que o incomodavam a respeito das “vendas de perdão/indulgências”, cujas contradições práticas e doutrinais, somadas à corrupção de determinados setores do clero, eram vistas por ele como uma ameaça à credibilidade em relação à fé cristã e à Igreja de Roma. Isso significa que, ao tornar públicas suas teses, Lutero esperava receber o apoio do papa e não a sua censura. No entanto, depois de novas disputas teológicas, desta vez com agentes enviados pelo Papa Leão X(1475-1521; pontificado: 1513-1521), foi redigida contra Lutero uma carta de excomunhão datada em 21 de janeiro de 1521, que ele receberia meses depois.

Entre 1517 e 1521, Lutero foi submetido a algumas disputas teológicas e quase metade de suas teses foi refutada pelos agentes teológicos do papa. Aos poucos, a situação fugiu dos muros da universidade, e muitas idéias de Lutero foram convenientemente distorcidas por membros da nobreza alemã, que utilizaram a “desculpa da fé” para tomar bens e terras de famílias inimigas e da própria Igreja. Toda esta situação foi consolidando uma situação de cisma religioso na Europa que estava longe das intenções de Lutero. Portanto, deve-se entender que a ação de Lutero misturou-se involuntariamente com interesses políticos e outras tendências do debate teológico que remontavam ao século XIII. Por isso, ele criticou tanto as revoltas camponesas (marcadamente anabatistas) quanto os nobres que misturavam o plano religioso com o secular. Inserido numa realidade mental de Antigo Regime, Lutero era muito cioso das hierarquias sociais e criticava a nobreza e parte do clero que não davam “bom exemplo” e, explorando os camponeses com tributações extraordinárias, alimentavam as suas revoltas. Assim, não surpreende que em 1520 tenha escrito “Apelo à Nobreza Germânica” e, em 1525, no contexto das guerras camponesas ocorridas na Alemanha, tenha escrito “Sobre a Autoridade Secular”, que tinham um teor claramente secularizante e favorável ao equilíbrio dos diretos e responsabilidades que justificavam, aos seus olhos, as hierarquias sociais. Portanto, frente a um mundo que se apresentava instável e inseguro, Lutero apelava para dispositivos tradicionais como meio de restaurar a segurança do mundo, mas com uma novidade que jamais foi praticada plenamente em parte nenhuma da Europa até o final do Antigo Regime: apenas quem julga a fé é Deus .EWERSON MASSEP.

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ACONSELHAMENTO BÍBLICO.

19/01/2014

 

Deus não criou o ser humano para que ele estivesse só (Gn 2.18). Ao criá-lo assim,não pensava apenas em união conjugal ou na vida em sociedade. Pensava também naqueles momentos em que sua criatura precisasse de uma orientação, de um asclarecimento ou mesmo de um processo de ajuda mais prolongado. Dai o aconselhamento ser inseparavél da existência humana, em formas que variam dos ditos populares até os complexos tratamentos terapêuticos.

Deus deixou nas escrituras sagradas todas as orientações necessárias àqueles que desejam viver uma vida de acordo com a vontade de Deus. No Antigo Testamento, deixou a sabedoria prática dos provérbios e de outros livros e o princípio do “temor do Senhor” (SL 111.10). No Novo Testamento, encontramos essas diretrizes principalmente nas palavras do próprio Cristo e nos escritos apostólicos.

O ser humano também se desenvolveu,criando ciências como a psicologia,que, embora nem sempre orientadas pelos mesmos princípios seguidos pelos cristãos, pode também ajudar nas áreas em que o conselheiro cristão não tenha o devido preparado.

O aconselhamento bíblico apresenta pelo menos quatro características.Ele está ligado intimamente a Jesus Cristo, que é o modelo de pessoa que devemos ser e também é inseparável da vida da igreja, que ressalta o aspecto social do ser humano. Além disso, deve ser sempre ministrado por um cristão e , como o nome indica,estar centrado na Bíblia.

Assim como os processos terapêuticos da psicologia, o aconselhamento bíblico segue determinados passos que contribuem para aumentar a sua eficácia, sem falar no conselheiro, de quem a tarefa exige preparação e qualidades especiais.

Neste livro, além das questões apontadas acima,estudaremos alguns dos temas com que o conselheiro cristão tem de lidar com mais frequência _ culpa, depressão, problemas que envolvem as diversas fases da vida, alcoolismo, drogas, entre outros _, analisando as suas causas e efeitos e a melhor maneira de aplicar em cada caso o aconselhamento baseado na Bíblia.Pb.EWERSON MASSEP.

 

 

o cordeiro de DEUS que tira o pecado do mundo.

14/01/2014

CORDEIRO DE DEUS: Em cerca de 1440 a.C., para que os filhos de Israel fossem
libertados da escravidão no Egito e escapassem da morte, cada família
recebeu de Deus a orientação de sacrificar um cordeiro perfeito, sem defeito
e sem mancha, e espargir o sangue sobre o madeiro da porta de cada
casa. À meia-noite, quando a morte veio sobre o Egito, o sangue do cordeiro
no madeiro sinalizava que as pessoas ali tinham a cobertura de Deus, e a
morte passou por cima, poupando aquelas vidas (Êx 12). Naquela noite, todas
as casas do Egito tinham um cadáver, menos as casas dos judeus que
estavam marcadas pelo sangue do cordeiro. Em comemoração àquele livramento
e libertação, Deus ordenou que o povo anualmente celebrasse a
Páscoa (em hebraico Pessach, que significa “passagem”), sacrificando um
cordeiro perfeito, para lembrar a passagem da morte por sobre suas cabeças.
Desde a saída do Egito até João Batista, cerca de mil, quatrocentos e
quarenta páscoas foram celebradas ou lembradas, de modo que a figura
do sangue do cordeiro que livra da morte e liberta já estava bem arraigada
no consciente coletivo do povo de Israel. Quando João Batista, em duas
ocasiões diferentes apontou para JESUS e disse: “Eis o Cordeiro de Deus que
tira o pecado do mundo” (Jo 1:29,34), aquela declaração era perfeitamente
compreensível para os seus ouvintes. Contudo, ao mesmo tempo, era muito
intrigante: Como um homem poderia ser o cordeiro que livrava da morte?
João, o maior profeta já nascido de mulher (Lc 7:28), estava profetizando,
três anos antes, que JESUS seria sacrificado na Páscoa, como Cordeiro perfeito,
sem defeito e sem mancha, para libertar o ser humano da escravidão
do pecado e, com seu sangue puro espargido no madeiro da Cruz, livrar da
morte toda pessoa que tem a cobertura do seu sangue! Este plano de Deus
foi traçado bem antes de o ser humano existir, porque Deus já sabia que a
humanidade se tornaria escrava do pecado e precisaria ser libertada por
alguém mais forte que o pecado e a morte (Jo 10:17-18, Ap 5:9-14, 13:8 e I
Pe 1:18-20). Todos os que são libertos pelo sangue do Cordeiro devem participar
da sua carne e do seu sangue, através do pão e do cálice (Mt 26:26-28,
Lc 22:20). Pb.EWERSON MASSEP.

O APÓSTOLO DE CRISTO.

14/01/2014

   MATTITHYAH – Ficou conhecido entre nós como Mateus. Seu nome
inicial era Levi que, em hebraico, quer dizer junto, adesão. Era um dos cobradores
de impostos a serviço do Império Romano. Esses cobradores eram
chamados pelos romanos de publicanos, do latim publi (raiz da palavra público)
mais canus (de cãs, cabelos brancos). Deveriam ser homens respeitáveis,
fiéis guardadores da coisa pública. Mas não era isso o que ocorria.
Cobravam além daquilo que estava ordenado por Roma e enriqueciam com
a diferença. Os judeus os desprezavam e os chamavam de publicanis (onde
canis é cão) e os consideravam cães públicos, traidores da pátria, a serviço
do inimigo romano. O odiado Levi tinha a seu cargo a rendosa coletoria de
Cafarnaum.
Certo dia JESUS, acompanhado de João e outros discípulos, passou por
ali e disse ao publicano Levi: Segue-me 6. Surpreso com o inesperado chamado
do maior de todos os judeus, cuja fama já se havia espalhado, Levi deixou
a sua rendosa concessão pública para seguir, incondicionalmente, Aquele
que o amou sem nenhuma explicação. Naquela mesma noite, Levi ofereceulhe
um lauto banquete 7, ao qual muitos compareceram na sua magnífica
mansão. Foi uma despedida digna de constar nas colunas sociais de Cafarnaum.
O cobrador de impostos abandonou uma vida confortável para andar
Levi/Junto com JESUS, em total adesão ao seu Mestre, percorrendo com Ele
todas as aldeias e cidades de Israel.
Levi será testemunha ocular de vários fatos e registrará, entre tantas outras
coisas, o famoso Sermão na Montanha, o novo Código de Leis instituído
por JESUS Cristo8. Seu nome foi mudado para Mattithyah, palavra hebraica
que quer dizer Dom de Deus. Não se sabe se este nome lhe foi dado por JESUS
ou se Levi mesmo o adotou depois da sua conversão, para mostrar que
a salvação é um presente que o ser humano recebe de Deus, sem merecer.
Afinal, quem poderia imaginar que um publicano poderia se tornar um dos
mais importantes apóstolos de JESUS? ewerson massep.

LIVRO DE PORTUGUÊS.

02/12/2013

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Agradeço a Deus, pela oportunidade de estar mais uma vez junto com os alunos de teologia para, aprender a palavra de Deus.

E quero agradecer também ao Sr.Jêronimo professor de português. Que nesta aula nos ensinou  a importância da lingua portuguesa, aprendemos sobre substantivos,adjetivos,advérbios e  pronomes.(Pb.Ewerson Massep)

AS organizações religiosas e a legislação.

24/11/2013

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     A lei 10.825, de 23 de dezembro de 2003,define a classificação jurídica das igrejas. O artigo 44 do novo Código Civil tem esta redação:

São pessoas jurídicas de direito privado:

primeiro:as associações;

segundo:as sociedades;

terceiro:as fundações;

quarto:as organizações religiosas;

quinto:os partidos politicos.

As igrejas, obviamente, enquadram-se entre as organizações religiosas.as igrejas,na qualidade de pessoas jurídicas de direitos privado,estão sujeitas aos princípios gerais do código civil,principalmente ás regras contidas nos artigos de 45 a 52 da mesma lei.

Nesta aula, tivemos a presença da  irmã Tayane , que está se formando no curso de direito.

Ela nos orientou e nos ajudou a entender  mais sobre essa lei que rege as organizações.

ADMINISTRAÇÃO ECLESIÁSTICA.

24/11/2013

A igreja é uma administração divina, que recebe de Deus a vida necessária á própria subsistência. No entanto, ela é caracterizada também por uma estrutura organizacional, orientada por princípios e métodos humano.

Por isso, administrar uma igreja exige mais espiritualidade: requer também que o líder,em qualquer nível e função no corpo de Cristo, conheça os princípios da administração aplicados nas entidades jurídicas seculares e tenha ele mesmo as qualidades necessárias a um bom administrador.

Neste livro você aprenderá:

*como aplicar os princípios da administração ás funções eclesiásticas;

*como formar uma equipe,administrar conflitos e promover o crescimento pessoal dos membros de sua equipe;

*como administrar o patrimônio material da igreja;

*quais as principais obrigações da igreja perante a legislação do pais.

A palavra “administração” provém do latim ad(“direção”, “tendência a”) e minister(“subordinação”,”obediência”). Pode ser definida como “o ato de trabalhar com pessoas para atingir os objetivos de uma organização ou de seus membros”. pode-se dizer também que administração “é administrar a ação por meio de pessoas e com objetivos definidos” ou ainda que “é o processo de planejar, organizar, dirigir e controlar o uso de recursos para alcançar objetivos”.

A administração eclesiástica segue os mesmos princípios da administração secular, com os diferenciais óbvios,inerentes á natureza da igreja,e alguns elementos que não constam dos livros seculares de administração, como a oração e a direção do Espírito Santo.

Podemos definir a administração eclesiástica da seguinte maneira:

Administração eclesiástica é o estudo dos diversos assuntos ligados ao trabalho do pastor no que tange á sua função de líder ou administrador principal da igreja a que serve.

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